Sobre times de futebol, jogadores juniores, teoria dos jogos e cartéis

Acabei de ler uma reportagem no UOL que me chamou a atenção. Vários times brasileiros, como o Botafogo, o Flamengo e Palmeiras, anunciaram que vão boicotar campeonatos de base onde o São Paulo esteja jogando, sob o pretexto de que este time estaria “aliciando” pais de jogadores de base. O que a teoria dos jogos pode nos dizer sobre esta situação?

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Economia para praticantes de engenharia / ciências exatas

Fonte: adamtheim.hubpages.com/

Quando eu era apenas um engenheiro em formação, eu achava que, se pessoas como eu decidissem aplicar sua genialidade e métodos quantitativos em questões econômicas, salvariam o mundo. Afinal, economistas eram pessoas até bem intencionadas e com algum estudo, mas sem domínio de habilidades técnicas e sem a capacidade mágica de engenheiros de resolver problemas! Hoje, com o título de mestre em economia em mãos e indo para o doutorado, tenho muito menos certeza sobre o que deve ser feito. Será que eu desaprendi?

Nesse texto, explico por que problemas em economia são mais difíceis (e mais interessantes?) que os problemas que eu aprendi a resolver na graduação, como engenheiro mecatrônico.

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O imediatismo Dilma – versão ENEM

Canso de repassar notícias e comentários que criticam a gestão da política econômica da Dilma, que se baseia em medidas de curto prazo que miram em sintomas em vez de causas. Um exemplo recente está neste texto do Alex Schwartsman, que trata da redução dos impostos sobre a cesta básica e seus efeitos limitados sobre a inflação. Agora, parece que esta filosofia está tomando também o Ministério da Educação do Mercadante, como fica evidente no “pente fino” das redações nota máxima do ENEM.

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Uma visão muito estreita dos fatos

O professor José Serra escreveu um artigo intitulado Nada Além dos Fatos, publicado no Estadão. Nele, o ex-governador argumenta que a indústria brasileira vai de mal a pior, que isso se reflete na má qualidade dos empregos gerados, e que a solução passa por mexer no câmbio, comércio exterior, juros e BNDES. Não sou tão conhecedor dos fatos como ele se julga ser naquele texto, mas sei um tantinho sobre o mercado de trabalho no Brasil. E o que eu aprendi sugere que o ex-ministro mostra uma versão muito enviesada do que aconteceu entre 2003 e 2012. Acredito que não entender a realidade do mercado de trabalho faz com que o professor ignore algo importantíssimo para o sucesso do país: a produtividade e a educação dos trabalhadores.

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Desenvolvimento brasileiro e o caminho de menor resistência

Um tema sempre em pauta no Brasil é o crescimento econômico. Me parece entretanto, que a visão de grande parte da academia brasileira e do governo sobre o assunto é extremamente particularizada e tangencial aos temas realmente relevantes. A minha ideia nesse post é apresentar alguns resultados e discussões recentes da teoria do crescimento econômico, e discutir até que ponto o Brasil está indo no caminho certo nas suas políticas para aumentar a taxa de crescimento –  e se não está no caminho certo, tentar desvendar o porquê.

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Ciclotaxa: Faz sentido?

Saiu na Folha: Bruno Covas e outras 18 pessoas ligadas ao governo de São Paulo decidiram propor uma Ciclotaxa. Seria uma taxa anual fixa (R$ 15 a 25 a mais no IPVA) para quem tem carros a gasolina, com o objetivo de estimular o uso de bicicletas. Será que esse imposto faz sentido econômico? Leia mais…

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Como ler dados estatísticos

Um amigo meu me chamou a atenção para uma notícia do Valor Econômico. Seguem alguns  trechos:

País só cria vagas de baixa remuneração

Por Carlos Giffoni | De São Paulo

O crescimento do mercado de trabalho brasileiro ocorre principalmente entre os empregos que pagam até dois salários mínimos. O saldo entre admitidos e demitidos só é positivo até essa faixa salarial, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Acima dessa faixa, demite-se mais do que se contrata.

Para especialistas em mercado de trabalho ouvidos pelo Valor, a concentração das novas vagas em baixo salários é um sinal de que não existe, de forma generalizada, um apagão de mão de obra qualificada. Leia mais…

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Salários em Wall Street, moral hazard e risco

Milhares ocupam as ruas de Wall Street e outros centros financeiros, clamando por justiça social e criticando o mercado financeiro. Nicholas Kristof, colunista do New York Times, escreve falando que isto vem de uma frustração econômica, causada pela desigualdade. Até o Pedro Forquesato escreveu recentemente sobre desigualdade nos EUA. O assunto está na moda!

Mas será que há alguma coisa errada mesmo com os salários em Wall Street? E será que nós sabemos como corrigir esta distorção?

Vou tentar argumentar que sim, pode ter algo errado com os rendimentos do setor financeiro; mas corrigir esta distorção pode ser bem mais complicado do que parece. No processo, falarei um pouco sobre os problemas com nossa mensuração de risco. Leia mais…

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Brincando de Deus

“O jogo de prestígio, em virtude do qual a possibilidade lógica do conceito (que não se contradiz) é confundida com a possibilidade transcendental das coisas (em virtude da qual ao conceito corresponde um objeto) pode enganar e contentar só os desatentos”. E aqui Kant (Crítica da Razão Pura) deixa claro que seu conceito de existência enquanto possibilidade não se confunde com aquilo que é.

Quero aprofundar num ponto individual do argumento do meu post anterior. Tenho aqui um pequeno modelo de equilíbrio geral dinâmico (“il me semble que la misère serait moins pénible au soleil”), que pretendo usar para entender os efeitos de taxação heterogênea entre os setores de uma economia. A ideia é trabalhar com um modelo de Equilíbrio Geral Industrial (sem incerteza, para simplificar a análise), no estilo Hopenhayn.

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Nós achamos o mundo justo? (e o que isso muda) – parte II

Protesto contra redução de benefícios sociais no Reino Unido

Continuando nossa série “O mundo é justo? (e o que isso muda)”, discutiremos um pouco o Welfare State. Uma pergunta bastante relevante que se tem feito recentemente é: por que os países europeus possuem um Estado de Bem-estar Social (Welfare State) e os EUA não?

Isto seria resultado mecânico de um tamanho maior do Estado, influência do comunismo no leste europeu, representaria uma diferença primordial entre as preferências dos indivíduos, ou seria uma consequência de diferentes modelos políticos ou diferentes formas de ver o mundo?

Como o título já deve ter indicado, no final tentaremos argumentar que a ultima explicação é especialmente importante, e nessa medida acho possível fazer uma boa previsão de qual caminho o Brasil tende a seguir.

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